Deputados fazem novas críticas à UFSC e destacam reforma da previdência


Parlamentares do PL, PSL e MDB renovaram críticas à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por oferecer curso de extensão contrário ao agronegócio e destacaram o início da discussão da reforma previdenciária na sessão de quarta-feira (7) da Assembleia Legislativa.

Sargento Lima (PL) voltou a censurar a UFSC por oferecer curso de extensão, de livre inscrição, com a denominação “Curso de alimentação, reforma agrária popular, agroecologia, educação no campo e educação no enfrentamento do agronegócio e da pandemia”.

“Há 20 anos o setor representa mais de 50% das exportações catarinenses, o estado é o primeiro produtor de suínos, maçãs, cebola e pescado; o segundo produtor de tabaco, palmito, aves, pera; e o quarto maior produtor de uva e leite”, afirmou Sargento Lima, que alertou as empresas do setor que contratam profissionais egressos da UFSC: “vocês estão colocando um graxaim para cuidar do galinheiro”.

Ana Campagnolo (PSL) concordou com Lima e revelou que um cidadão denunciou o curso de extensão oferecido pela 5ª melhor universidade do país.

“Esse conteúdo ficou à disposição na internet até o final de junho. A Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra (Andaterra) publicou nota queixando-se deste curso de extensão. A universidade devia usar o dinheiro público para o bem público”, discursou a parlamentar.

Moacir Sopelsa (MDB) também defendeu o agronegócio.

“Preciso concordar sobre a questão do agronegócio, podem ter certeza de que o agronegócio, quando tivermos o devido reconhecimento, colocará o Brasil entre os países de primeiro mundo”, garantiu o ex-secretário de Agricultura.

Por outro lado, Sopelsa enfatizou a importância do início das discussões da reforma previdenciária, necessária para minorar o déficit da previdência, que entre os anos de 2009 e 2020 totalizou R$ 36 bi, cerca de R$ 6 bi anuais.

“Temos de realmente colocar acima de tudo, não o interesse particular de um, ou o fisiologismo de outro, mas a importância que tem isso para os sete milhões de catarinenses que às vezes são prejudicados porque deixamos de ter recursos para saúde, educação e infraestrutura”, advogou o representante de Concórdia.

Para Sopelsa, o objetivo não é suprimir o déficit somente com o aumento das contribuições, mas de garantir que daqui a uma década os contribuintes da previdência tenham segurança de receber suas aposentadorias e pensões.

“Vamos colocar a nossa consciência para funcionar com justiça”, ponderou o deputado.

Voto impresso
Sargento Lima defendeu a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso, atualmente em fase de consulta popular no Congresso Nacional. Trata-se, segundo Lima, da impressão do voto para uma eventual auditoria após a eleição.

“Dizem que a milícia vai querer saber em que você votou, mesmo que eventualmente fosse verdade, na PEC é bem claro, depois de conferir, a impressão do voto será depositada em uma urna trancada para auditoria”, garantiu Lima.

Reabilitação pós-Covid
Neodi Saretta (PT) novamente cobrou do Executivo a implantação de centros de recuperação para os milhares de catarinenses que sobreviveram à Covid, mas tiveram a saúde gravemente comprometida pelo vírus.

“As pessoas que foram acometidas da forma mais grave, que tiveram de ser intubadas e que precisam tratar as sequelas, necessitam da criação de centros de reabilitação. Já tem alguns municípios saindo na frente para criar esses centros”, informou o presidente da Comissão de Saúde.

Pequenos hospitais
Saretta também ressaltou a importância dos pequenos hospitais no enfrentamento da pandemia que já vitimou cerca de 527 mil brasileiros e mais de 17 mil catarinenses.

“Ficou evidenciada a importância dos hospitais, não só dos grandes, mas também dos pequenos, que deram suporte e leitos de retaguarda. Hoje temos uma política hospitalar que precisa de ajustes, mas que reconhecemos como uma boa política, mas é boa para aqueles que estão dentro dela, infelizmente ficaram hospitais de fora, os pequenos. Que esses hospitais também possam receber recursos para a sua manutenção”, reivindicou o ex-prefeito de Concórdia.

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