Deputados relatam dificuldades na aplicação de R$ 200 mi do estado na BR-470


Representantes de Blumenau reclamaram da falta de sintonia na relação entre a Secretaria de Estado da Infraestrutura e o governo federal na aplicação de R$ 200 mi dos catarinenses na duplicação da BR-470 na sessão de quarta-feira (30) da Assembleia Legislativa.

“Já conversei por duas oportunidades com o secretário de Infraestrutura, Thiago Vieira, que relatou a dificuldade que está encontrando com o relacionamento com o Dnit, vinculado ao ministro Tarcísio, que está criando dificuldade. Não está havendo entendimento onde serão aplicados os recursos, se no lote 1, no lote 2, lote 3 ou lote 4”, denunciou Ricardo Alba (PSL).

Segundo Alba, já foram realizadas duas reuniões entre Dnit e o governo barriga verde, mas sem entendimento.

“Enquanto isso os moradores do Vale continuam penalizados com acidentes e mortes. Se vai ser aplicado R$ 50 mi no lote 1, R$ 50 mi no lote 2, R$ 50 mi no lote 3 e R$ 50 mi no lote 4, como quer o Dnit, ou se vai ser nos lotes 1 e 2, como quer a Secretaria de Infraestrutura, que seja, mas que seja encontrado o entendimento o mais rápido possível”, apelou o parlamentar.

Ismael dos Santos (PSD) concordou com o colega.

“Solicitei uma cópia da minuta do contrato e ele contempla os quatro lotes. Ontem, em conversa com o Ronaldo Carione, do Dnit, ele contou que não recebeu nada, então está havendo uma faísca”, alertou Ismael, acrescentando que não é admissível “ficar na boa intenção do governo do estado e os R$ 200 mi parados”.

Atletas idosos
Ricardo Alba pediu à Fesporte que reveja a proibição de pessoas com mais de 60 anos de participarem de corridas de rua.

“Parece que houve um equívoco, deixaram de lado os atletas idosos. Fica aqui o meu apelo ao presidente da Fesporte, ao Coes, de que deem atenção aos atletas acima de 60 anos, eles podem fazer a prática esportiva com segurança”, garantiu o deputado.

Soja em SC
Nilso Berlanda (PL) lembrou dos municípios de Curitibanos e Campos Novos, no Planalto Serrano, e Abelardo Luz, no Oeste, por serem reconhecidos como grandes produtores de soja.

Berlanda, que é vice-presidente da Casa, exibiu no telão da tribuna um vídeo celebrando a produção e a exportação do grão in natura e agradeceu os imigrantes japoneses que iniciaram o cultivo do grão no estado.

“O maior produtor do mundo é o Brasil e Santa Catarina é um dos estados que mais planta e produz esse produto, que acaba sendo vendido para o mundo todo”, afirmou o vice-presidente.

Coronéis R$ 6 mil, praças R$ 1,5 mil
Ivan Naatz (PL) criticou duramente a proposta do Executivo para reajustar os soldos dos servidores da Polícia Militar (PMSC).

“Cansados, desde 2012 sem reajuste, os praças não tiveram outra alternativa se não aceitar, estavam sujeitos a ficar sem nada, mas quem ganhou e vai levar para casa um gordo reajuste são os oficiais”, revelou Naatz.

De acordo com o parlamentar, os coronéis, que ganham R$ 26 mil, passarão a receber R$ 32,5 mil mensais, enquanto os soldados terão reajuste de R$ 1,5 mil, passando de R$ 4,5 mil para R$ 6 mil.

“Estão dando R$ 1 mil para os praças e vão tirar na reforma da previdência, uma contribuição que eles hoje não têm”, avaliou o membro do PL, que defendeu um reajuste linear de R$ 2,5 mil para praças e oficiais. “Aí seria um reajuste justo”.

Contra a ideologia de gênero
Sergio Motta (Republicanos) criticou uma grande rede de fast food por utilizar crianças em propaganda com temática LGBT.

“Quero mostrar como pai e avô que uma empresa grande fez uma propaganda usando crianças para propagar a ideologia de gênero. Nós não somos contra o grupo LGBT, a pessoa na sua maior idade tem condições de escolher sua sexualidade, mas a ideologia de gênero vai contra os princípios bíblicos. Venho aqui manifestar o meu repúdio”, discursou Motta.

INSS x pessoas de baixa renda
Neodi Saretta (PT) lamentou a política do INSS de impor aos brasileiros mais carentes somente o atendimento digital.

“O INSS não tem reposto os funcionários, os que se aposentaram não tiveram suas funções repostas e o órgão passou a implementar o atendimento digital. Sabemos que a modalidade é o futuro, mas o grande problema é que está excluindo pessoas que não têm acesso a computadores, smartphones e internet para digitalizar documentos, tendo de recorrer a escritórios, muitas vezes só para cadastrar uma senha. Enquanto isso, estão parados processos de auxílio-doença e aposentadorias”, lamentou o ex-prefeito de Concórdia.

Centro de referência pós-Covid
O presidente da Comissão de Saúde noticiou que os membros da referida comissão debateram com o secretário de Estado da Saúde, André Mota Ribeiro, na manhã desta quarta-feira, a implementação de centros de referência para tratar os sequelados da Covid.

“A Comissão de Saúde, com presença do secretário, debateu o atual momento da pandemia, a chamada terceira onda, a vacinação e a implantação de centros de referência em tratamento pós-Covid, especialmente para aqueles que desenvolveram a forma mais grave, que foram intubados e que precisam de atendimento”, informou Saretta.

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