Alesc sedia exposição Floripa em 3×4, de Radilson Carlos Gomes


A Galeria Virtual da Assembleia Legislativa, que pode ser acessada pelo site www.alesc.sc.gov.br, apresenta a partir desta segunda-feira (7) a exposição Floripa em 3×4, de Radilson Carlos Gomes.

Por meio de câmeras lambe-lambes – equipamento com processo químico de revelação em preto e branco utilizado a partir da primeira metade do século XX, especialmente em praças, o fotógrafo apresenta imagens de anônimos e personalidades da cidade, que representam a identidade da capital catarinense. A mostra pode ser visitada virtualmente pelo site até 4 de julho.

Neste recorte, um quarto dos olhos que nos olham nasceu em Florianópolis, 28% vêm de outras cidades catarinenses, 41% de outras cidades brasileiras e 7% de outros países, explica o artista. Florianópolis não é açoriana, africana, alemã, grega ou italiana; privilegiada ou modesta; tradicional ou alternativa. O rosto que a representa é o dessa mistura típica das cidades contemporâneas, em constante transformação. E é por entre mosaicos de identidades individuais que Radilson compõe um grande retrato da cidade.

Esse recorte com mais de mil rostos anônimos revela a diversidade étnica e cultural de quem passa, vive e constrói a identidade de Florianópolis, destaca o fotógrafo. Para o projeto, contemplado com o prêmio Elisabete Anderle, Radilson utilizou três câmeras lambe-lambes, uma de 1915 com formato de filme 9x13cm, outra de 1969 com formato 6x9cm, ambas restauradas pelo fotógrafo, e uma construída por ele no formato 13x18cm.

Radilson Gomes é formado em História e especialista em Comunicação e Saúde. Começou sua carreira como fotógrafo em 1986, em Brasília. Realizou documentários fotográficos de Saúde Pública pelo Ministério da Saúde.

A máquina lambe-lambe surgiu no começo do século 20 no Brasil com o fotógrafo Francisco Bernardi, que queria criar um estúdio portátil, carregando num caixote tudo que fosse necessário à produção instantânea das fotos. O equipamento se popularizou no Brasil, principalmente no início da década de 40 com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1º de maio de 1943, quando a fotografia da carteira de trabalho e das identidades de boa parte da população era registrada com estas máquinas.

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