Mudança de hábitos – Um ano vencido após o início da devastadora pandemia

Um ano vencido após o início da devastadora pandemia e já é possível observar uma mudança nos hábitos da criatura humana, que se vê ainda encurralada dentro do próprio lar, em obediência aos limites impostos pelas autoridades sanitárias e governamentais, objetivando conter o contágio destruidor.
Nesses últimos doze meses, os encarnados foram se dando conta que a pandemia nos constrangeu a uma profunda reavaliação de nossas relações interpessoais. A febril corrida pelo ter teve que ser refreada. Os templos religiosos fecharam suas portas, impotentes para solucionar pela via do milagre a devastação causada pela contaminação descontrolada.
Os arsenais nucleares jazem impotentes e derrotados diante do inimigo infinitamente pequeno. As farmácias e drogarias, abarrotadas de medicamentos diversos para tantos males e disfunções não possuíam um só antiviral que detivesse o meliante do oxigênio.
Colapso por toda parte.
Comércio de portas fechadas.
Bancos escolares vazios.
Ruas desertas em muitos lugares.
O medo nos tirou das ruas e nos aprisionou em casa.
Gregários por natureza, igualmente tivemos que limitar as visitas, os abraços, as manifestações de afeto corporal, evitando contaminar o idoso amado, a mãe velhinha e os avós idolatrados com o monstro devorador.
Começamos a perceber a nossa impotência, nossas limitações. Fugimos, quase todos, para o ambiente seguro das redes sociais. Criamos tribos, grupos virtuais, soltamos o verbo engasgado na garganta. E um festival de intolerância, sectarismo e intransigência explodiu numa sociedade ansiosa, refém. Mas tivemos uma farta messe de luz nesse período.
Frases de amor e amparo aos mais carentes. Textos de grande emoção, nos arrancando lágrimas de alegria.
Cultos religiosos virtuais levaram esperança a milhões de esfaimados de fé no futuro.
E uma enorme saudade dos abraços, do convívio próximo nos está inquietando a alma. Sonhamos com a manhã ensolarada em que poderemos sair de casa, buscando a porta do vizinho para afirmar que o pesadelo acabou.
Correr, livres como uma criança, pelos calçadões ou praias, exultando com a possibilidade de reencontrar aquele rosto querido que não vemos há quase um ano.
Voltar ao templo onde cultivávamos a fé coletiva, retomando as atividades que davam significado existencial a cada um de nós.
Sim, o medo nos apequenou.
A esperança nos manteve vivos.
E em meio a teorias de conspiração, fim dos tempos, ira divina, juízo final, ansiamos pela alforria que a vacina pode produzir a médio e longo prazo, nos permitindo retomar as trilhas da vida. Não como antes.
Afirma-se na sabedoria popular que um homem nunca se banha duas vezes no mesmo rio. O homem nunca mais será o mesmo, nem o rio.
Quanto aprendizado está sendo ministrado ao ser encarnado nestes dias caóticos que estamos todos atravessando!
Quantas lições apresentadas pela vida ao ansioso habitante planetário!
Somente agora muitos estão se dando conta de que nada compra o afeto, mercadeja o sorriso ou se parcela no cartão de crédito a felicidade. E com força inusitada a mensagem do homem de Nazaré ressurge no mundo em bancarrota moral, aproveitando os escombros de uma civilização que se extingue para construção de uma nova era.
Ternura em lugar de indiferença.
Solidariedade em alta.
Oração e trabalho substituindo blasfêmia e ociosidade destruidora.
Senso de imortalidade se fixando nas almas frágeis.
Maior intercâmbio com os seres desencarnados.
Aceitação lúcida das ferramentas divinas, a consertarem o mundo em nome do Todo Amor.
Se ainda não refletiste maduramente sobre tudo isso, retira-te a um lugar à parte e cultiva teu mundo íntimo. Visita tuas entranhas emocionais. Reflete na brevidade da vida no corpo e na eternidade que te foi dada por herança divina.
Descobrirás, surpreendido, que o vírus veio nos dizer tudo aquilo que insistíamos em negar.
Tempos novos. Novos tempos.
Por uma telha quebrada, o clarão de uma estrela enche tua casa mental da excelsa luz. Uma alternativa te resta:
Avançar! Jesus te espera.
Marta
Psicografia de Marcel Cadidé Mariano
Centro Espírita Caminho da Redenção
Mansão do Caminho
Instituição fundada por Divaldo Franco e Nilson a mais de 75 anos
Marcel também é trabalhador da Federação Espírita da Bahia a mais de 37 anos
23.03.2021
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