Alesc: Deputados criticam livro, elogiam policiais e cobram posse de reitor

Críticas a livro com conteúdo “agressivo”, elogios aos policiais militares agredidos em Jaraguá do Sul e a posse do reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, impedida por alunos manifestantes, centralizaram os debates na sessão de terça-feira (17) da Assembleia Legislativa.

“Existem livros bons, ótimos, péssimos e existe este livro aqui, não estou proibindo as pessoas de escreverem o que bem entenderem, mas está sendo patrocinada com dinheiro público, está sendo vendido em livrarias, qualquer criança pode comprar, está no edital para quem vai prestar vestibular para UFSC”, descreveu Jessé Lopes (PSL), referindo-se ao livro “Um útero é do tamanho de um punho”, de Angélica Freitas.

“A gente lamenta o conteúdo agressivo, entendemos que não é uma perspectiva de censura, mas é preciso respeitar nossas crianças e adolescentes”, declarou Ismael dos Santos (PSD), completando que “a boca fala daquilo que o coração está cheio”.

“O conteúdo de ideologia de gênero que está vinculado ao livro não foi aprovado pelos nossos deputados federais, não faz parte do currículo e não sei porque um aluno tem de saber que tipos de objetos podem ser inseridos na genitália”, criticou Ana Caroline Campagnolo (PSL).

Já o deputado Ricardo Alba (PSL) repercutiu agressão a policiais de Jaraguá do Sul perpetrada por um motorista.

“Um indivíduo agrediu covardemente dois policiais, estava dirigindo embriagado, foi abordado pela política, deu um soco no rosto do policial e ainda deu um chute no rosto”, discursou Alba, que elogiou o uso de câmeras nas fardas. “As imagens demonstram a legítima ação policial, em qualquer país seria respondido com arma letal”.

“E tem o direito de se defender e de dizer ‘fiz porque o policial tratou mal’, sou totalmente contra as audiências de custódia”, disparou Fernando Krelling (MDB).

“Se tivesse sido em outros estados, que a gente sabe como é, este cidadão talvez não estivesse falando com as pessoas”, ponderou Doutor Vicente Caropreso (PSDB), que concordou com Krelling e sugeriu a “revisão de alguns instrumentos legais”.

“O detalhe da disciplina e do excelente comportamento dos policiais militares, você pode ver o preparo e a paciência”, registrou Ana Campagnolo.

“Um irresponsável deste ia matar uma família, deixar alguém tetraplégico”, argumentou Maurício Eskudlark (PL), acrescentando que o Judiciário reviu a decisão da audiência de custódia e o “elemento foi recolhido”.

Eskudlark também cobrou a posse do reitor da UFFS, cuja nomeação pelo presidente da República está sendo questionada pelos alunos.

“A lei está sendo cumprida, o reitor será escolhido pelo voto dos alunos e professores, os três mais votados são levados ao presidente da República, que faz a escolha e a nomeação. O professor Marcelo Recktenvald está sendo impedido de assumir, uma turma lá frente, mas com cara de quem vai para baile funk, todo de preto, fantasiada”, relatou o líder do governo.

“O professor Marcelo é mais conservador do que costume”, informou Ana Caroline, que lamentou a doutrinação ideológica  e a formação partidária nos eventos da UFFS.

“Defendem só pautas lixo, são militantes contra os valores democráticos”, avaliou Alba.

25ª Romaria da Terra e das Águas
Padre Pedro Baldissera (PT) repercutiu a 25ª Romaria da Terra e das Águas, ocorrida no último domingo, em São José do Cerrito, no Planalto Serrano, com o lema “todos e todas somos semeadores de vida no campo e na cidade”.

“Mais de 10 mil pessoas na caminhada, as atividades tiveram início no sábado com cerca de 300 jovens que debateram, refletiram sobre a temática e realizaram várias oficinas, um momento importante e diferente das romarias”, explicou Padre Pedro.

Na oportunidade, o representante de Guaraciaba cobrou das autoridades a indenização para 50 famílias que desde 2012 estão esperando indenização das suas terras pela construção de uma barragem.

“Que essa situação de injustiça da Barragem São Roque possa ser revertida”, apelou Padre Pedro.

SC-283
Neodi Saretta (PT) lembrou na tribuna a situação da SC-283, principalmente no trecho que liga Concórdia a Chapecó.

“Uma das rodovias que mais passa proteína animal do mundo, uma das poucas que não têm um metro de acostamento e um metro de terceira pista, tem 39 anos, já cumpriu seu tempo útil”.

BR-101
Doutor Vicente Caropreso falou sobre o esgotamento da BR-101, única rodovia totalmente duplicada a cortar o estado barriga-verde.

“Ela já apresenta esgotamento e incapacidade, não são raros os momentos em que um acidente isolado para o estado por mais horas que deveria. A nossa infraestrutura está decadente, somos um dos piores estados em termos de infraestrutura”, alertou o representante de Jaraguá do Sul, que cobrou a implantação do modal ferroviário.

Valdir Cobalchini (MDB) concordou com colega.

“O Brasil está na contramão da história e também Santa Catarina, se fala na Translitorânea, na rodovia Leste-Oeste, mas mais parece um sonho de verão, como se as palavras fossem jogadas ao vento”.

Transporte por aplicativos x Porto Belo
Bruno Souza (sem partido) defendeu o transporte por aplicativos e criticou lei editada em Porto Belo.

“Tenho relação especial com o transporte por aplicativo, o inimigo dos aplicativos é o governo, as prefeituras que não aceitam uma coisa óbvia, o tempo passou e elas se tornaram obsoletas, não precisa de prefeitura para dar alvará para transportar alguém do ponto “a” para o “b”, argumentou Souza.

O deputado citou o caso de Porto Belo, que editou uma lei criando taxa de R$ 230 por motorista, instituiu uma vistoria adicional e determinou que somente carros com placas do município podem transportar passageiros.

O deputado citou projeto de lei complementar de sua autoria que dispõe sobre a liberdade de concorrência, para limitar as restrições que as prefeituras impõem aos aplicativos de transportes, e propôs ação direta de inconstitucionalidade contra a lei de Porto Belo.

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